terça-feira, 15 de abril de 2008

O Barro e o Oleiro


Você conhece, ainda que de forma mais simples possível o trabalho de um oleiro? Qual a trajetória do barro até que se torne o lindo vaso que está em sua sala? Pois bem, não é por qualquer motivo que o cristão é comparado com o barro e Deus como nosso oleiro. Quando o barro já está acostumado ao local onde “vive”, pois são necessários muitos anos para que a matéria prima esteja pronta, e acha que está em uma boa posição, aparece o oleiro o recolhe, a primeira vista, tudo é novo e até assustador às vezes, afinal não esta mais à companhia daqueles que conhece e até se cresceu junto. Ele é levado e amontoado em um canto qualquer. Precisa descansar para a dura jornada que o aguarda e pode ficar ali por muito tempo, só depende dele e de como vai reagir, o quanto vai se entregar. Mas o momento chega, o tempo de descanso passou, é necessário que seja amassado para que possa se misturar de forma homogênea e não somente como os lideres, é o inicio do tratamento, às vezes se percebe que ainda não está bom e deve voltar para o canto para aguardar um pouco mais. Se o barro passa pela etapa anterior, é por que foi possível mistura-lo com outras porções de argila de propriedades diferentes da sua, então o que sobra é um grande amontoado de barro, sem forma alguma, mas no ponto para começar a modelagem. A etapa de modelagem sempre começa com algo bruto e de muita força, mas com o passar do tempo, o vaso começa a tomar forma e não é mais preciso tanta força e já é possível tirar o que não serve ou adicionar o que está faltando de maneira muito delicada, sem maiores sofrimento. O vaso já tem a sua forma definitiva, mas ainda se parece com algo bruto, áspero, é preciso alisá-lo; é um processo demorado. Então o vaso já esta se achando o máximo quando é levado para que toda a água da argila seja retirada e pode levar meses dependendo da espessura de suas paredes. O vaso então depois de passar por todas estas etapas acha que já ocorreu tudo o que podia acontece com ele, mas está enganado e quase se trinca todo quando vê as labaredas da fornalha e percebe que está sendo levado em direção a ela. Aqui novamente é onde se testa o vaso e muitos são reprovados e trincam ou aparecem imperfeições causadas por não permitir que o barro fosse totalmente preparado, mas alguns resistem ao fogo e a quase 1000 graus de temperatura e saem muito mais fortes do que entraram. Ao final de todo o processo, são peças de orgulho e são para lugares de destaque. Retirado de: http://www.sobrearocha.com.br/pensamento/o-barro-e-o-oleiro/

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